Nadando contra a corrente conheci lugares maravilhosos que um dia planejo voltar, me aventurei em montanhas, mergulhei em águas cristalinas, brindei com amigos e com desconhecidos. Nadando contra a corrente enfrentei por diversas vezes meu próprio conceito, lutei contra meus pensamentos, batalhei para vencer e ainda sim estou (estarei sempre) no meio da épica guerra entre o “bem e o mal”. Nadando contra a corrente enxuguei muitas lágrimas do meu rosto, contive uma gargalhada alto em lugares que “pediam silêncio”, tive a bochecha dolorida quando sorri demais, me abraçaram quando estava chorando. Acredito que somos aquilo que pensamos e nem sempre o que pensamos de fato seja merecedor para nós mesmos. Então cansei de ir contra a corrente e um dia parei de nadar, e sem bússola, sem navio, sem ao menos saber para onde ir, até que finalmente: os ventos começam a soprar para o norte. O rio me permite nadar a favor da corrente e nesse novo rumo, estou numa jangada pegando os amigos que conheci ao longo do rio, estamos brindando à vida. E nesse rio a corrente vai devagar, para que eu possa aproveitar ainda mais a viagem, me permitindo mergulhar com tudo em suas águas – e finalmente o vento está soprando para o norte e então posso velejar com mais harmonia. Então o rio e sua magnifica corrente, me trouxeram o que sempre esperei, a minha pedra preciosa, que me traz calma (e constantemente impaciência). A minha pedra preciosa vai me acompanhar enquanto a corrente correr, ou enquanto o rio não secar, enquanto isso não acontece, vamos continuar mergulhando em suas águas cristalinas, e claro, brindando à vida.
sexta-feira, 30 de março de 2012
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