Ninguém o conhecia até o inicio da Segunda Guerra Mundial, e tudo o que ele queria era ganhar muito dinheiro se aproveitando do fato. E realmente se aproveitou. Construiu uma fábrica de armas esmaltadas em Crácovia e fez fortuna ao utilizar mão de obra escrava dos judeus, e ao invés de pagar em dinheiro, ele pagava com os próprios produtos. Seu contador judeu, Itzak Stern, era o gestor da empresa, foi ele quem o ajudou a ficar rico. Mas em 1943 o gueto (como era conhecido a região de Crácovia) foi invadida por alemães, e os judeus que ali moravam, foram levados para o campo de concentração de Plaszow. Sua fábrica continuou funcionando durante o dia, pois os judeus teriam que voltar para o campo de concentração a noite. Porém quando as tropas russas começaram a ter um certo avanço, tiveram que desabilitar esse campo de concentração, e os judeus que ali estivessem, seriam levados para outro campo, onde ali seriam executados. Foi onde ele, Oskar Schindler junto com o seu contador (nessa época já haviam se tornado amigos) Itzak Stern, realizaram e o que se tornou conhecido nos dias de hoje como: A Lista de Schindler. Essa lista continha o nome de mais de mil judeus a serem negociados e salvos por Schindler. Ele subornou o oficial comandante dizendo que precisava desses “operários especializados” para dar continuidade à sua fábrica. Todo o dinheiro que ele havia conquistado foi para comprar cada judeu, onde todos eles foram levados para a sua cidade natal, onde sua nova fábrica foi construída. Ao final da guerra, Oskar Schindler gastou cada centavo para salvar 1.200 judeus entre homens, mulheres e crianças, e ficou falido. Hoje eu faço uma breve reflexão: todo o dinheiro que ele usou, foi para salvar vidas, e o que nós fazemos com o dinheiro que nós ganhamos? Sim claro, todos nós temos os nossos compromissos, nossas regalias, nossos desejos, enfim, temos os nossos caprichos, sem ao menos pensar no próximo, sem ao menos tentar salvar vidas. Algumas pessoas não precisam dizer que precisam da nossa ajuda, basta olhar dentro dos nossos olhos para dizerem tudo.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
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