“Acredito que Deus fala conosco através de gestos, através de pessoas desconhecidas, através de livramentos. O nosso acidente foi tão simples em comparação a tantos outros que acontecem por aí, mas as circunstâncias que aconteceu é que me fez acreditar que Deus estaria falando de alguma forma comigo, acho que Ele queria dizer para eu começar a mudar o caminho pelo qual estou caminhando, e começar a seguir pelo cominho que Ele quer que eu siga. Obrigado.”
Sexta-feira dia 19/08/2011 decidi ir ao um show com um amigo em uma cidade com 60 km de distância da minha, pegamos o carro dele e botamos na pista. Naquela noite estava com alguns problemas que não saiam da cabeça e o cansaço estava me matando, afinal, era a última “feira” da semana, não é mesmo?! Chegamos à outra cidade por volta das dez e meia, mais ou menos. Liguei para minha prima e marcamos um local de fácil acesso para nos encontrarmos, e depois de uns quarenta minutos em relação à primeira ligação ela aparece. Apresentei o meu amigo a ela e ao grupo (que eu já conhecia) que ela trouxe junto. Então senti aquela doce sensação de liberdade de estar com pessoas que gosto num local onde gosto de estar (neste caso em alguma festa), e rimos juntos até as três e meia da manhã quando decidimos voltar para casa. Geralmente a viagem de volta sempre é mais longa, ainda mais quando se está cansado e deseja chegar logo em casa. Lembro que quando entramos no carro e começamos a conversar, eu disse ao meu amigo “cara, to morrendo de sono...” e ele me respondeu “graças a Deus não tenho sono nenhum” – ainda bem, pois o volante era dele. Depois de mais alguns minutos de conversa eu comecei a cochilar e não deu outra, o sono me venceu. Dormi e acordei, falei alguma coisa que ele logo me respondeu. Voltei a dormir e voltei a acordar, paramos na beira da estrada para tirarmos nossos tênis. Voltei a dormir e quando acordei já estávamos no trevo que dava acesso à outra estrada para a nossa cidade. Voltei a dormir. Quando acordei me recordo de estar subindo em cima do canteiro na contramão da estrada e batendo na árvore que vinha logo em seguida, isso às quatro e meia da manhã, agora do sábado. O motorista que neste caso também é o meu amigo, cochilou uns três ou cinco segundos e perdeu o controle. O carro, um Fox branco, ficou totalmente amassado do farol até a porta do lado do motorista. Não sofremos um arranhão e nem ficamos com dores no corpo. Sabe aquela sensação de liberdade que havia comentado anteriormente? Ela voltou justamente no momento que coloquei os pés descalços no chão e caminhei naquela estrada escura, e a "falsa liberdade" ficou para trás. Meu amigo poderia ter cochilado na rodovia que liga as duas cidades e colidido com algum outro carro ou caminhão (que naquela noite o fluxo era enorme), algum outro carro também poderia ter batido em nós enquanto subíamos no canteiro na contramão ou poderíamos ter caído no precipício que estava ao meu lado, neste caso, na nossa própria mão da estrada. Algo mais trágico que apenas um carro amassado poderia ter acontecido naqueles instantes, mas uma proteção de uma força bem maior e inexplicável nos salvou do pior.

