Apenas divirta-se, a vida é curta...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Milagre - Uma Estrada

“Acredito que Deus fala conosco através de gestos, através de pessoas desconhecidas, através de livramentos. O nosso acidente foi tão simples em comparação a tantos outros que acontecem por aí, mas as circunstâncias que aconteceu é que me fez acreditar que Deus estaria falando de alguma forma comigo, acho que Ele queria dizer para eu começar a mudar o caminho pelo qual estou caminhando, e começar a seguir pelo cominho que Ele quer que eu siga. Obrigado.”


Sexta-feira dia 19/08/2011 decidi ir ao um show com um amigo em uma cidade com 60 km de distância da minha, pegamos o carro dele e botamos na pista. Naquela noite estava com alguns problemas que não saiam da cabeça e o cansaço estava me matando, afinal, era a última “feira” da semana, não é mesmo?! Chegamos à outra cidade por volta das dez e meia, mais ou menos. Liguei para minha prima e marcamos um local de fácil acesso para nos encontrarmos, e depois de uns quarenta minutos em relação à primeira ligação ela aparece. Apresentei o meu amigo a ela e ao grupo (que eu já conhecia) que ela trouxe junto. Então senti aquela doce sensação de liberdade de estar com pessoas que gosto num local onde gosto de estar (neste caso em alguma festa), e rimos juntos até as três e meia da manhã quando decidimos voltar para casa. Geralmente a viagem de volta sempre é mais longa, ainda mais quando se está cansado e deseja chegar logo em casa. Lembro que quando entramos no carro e começamos a conversar, eu disse ao meu amigo “cara, to morrendo de sono...” e ele me respondeu “graças a Deus não tenho sono nenhum” – ainda bem, pois o volante era dele. Depois de mais alguns minutos de conversa eu comecei a cochilar e não deu outra, o sono me venceu. Dormi e acordei, falei alguma coisa que ele logo me respondeu. Voltei a dormir e voltei a acordar, paramos na beira da estrada para tirarmos nossos tênis. Voltei a dormir e quando acordei já estávamos no trevo que dava acesso à outra estrada para a nossa cidade. Voltei a dormir. Quando acordei me recordo de estar subindo em cima do canteiro na contramão da estrada e batendo na árvore que vinha logo em seguida, isso às quatro e meia da manhã, agora do sábado. O motorista que neste caso também é o meu amigo, cochilou uns três ou cinco segundos e perdeu o controle. O carro, um Fox branco, ficou totalmente amassado do farol até a porta do lado do motorista. Não sofremos um arranhão e nem ficamos com dores no corpo. Sabe aquela sensação de liberdade que havia comentado anteriormente? Ela voltou justamente no momento que coloquei os pés descalços no chão e caminhei naquela estrada escura, e a "falsa liberdade" ficou para trás. Meu amigo poderia ter cochilado na rodovia que liga as duas cidades e colidido com algum outro carro ou caminhão (que naquela noite o fluxo era enorme), algum outro carro também poderia ter batido em nós enquanto subíamos no canteiro na contramão ou poderíamos ter caído no precipício que estava ao meu lado, neste caso, na nossa própria mão da estrada. Algo mais trágico que apenas um carro amassado poderia ter acontecido naqueles instantes, mas uma proteção de uma força bem maior e inexplicável nos salvou do pior.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Milagre - Lorenzo

Já faz quatro anos, quase cinco. Minha mãe na época com 40 ou 41 anos engravidou, e todos sabiam que seria uma gravidez de risco. Ainda consigo me lembrar dos questionamentos que fiz: “quanta irresponsabilidade, com tantos métodos e remédios, vocês ainda conseguiram isso (provocar a gravidez)” – dizia aos meus pais. Confesso, não aceitei aquela gravidez, e não contei a ninguém, ficava guardado apenas para mim, “quanto egoísmo da minha parte”. Lembro de ter chorado algumas vezes temendo o pior. Minha mãe por pouco não morre. Meu irmão nasceu de 7 meses pesando 1,700 kg e com 41 centímetros, depois de algum tempo ele passou a pesar 1,500kg e ficou encubado, melhorou e depois voltou a ser encubado, tiveram que raspar a sua cabeça e procurar veia por ali, pois nos braços não havia mais lugar para aplicar injeção ou deixar o soro. O desespero nos olhos da minha mãe era agonizante, sofrido. E eu com o meu egoísmo, me senti envergonhado. A primeira vez que vi o meu irmão, ele estava tão frágil quanto um galho seco no meio do deserto, pensei: “ele é o meu irmão...?”. Quando saímos daquele ambiente com cheiro esquisito que é o hospital e chegamos em casa, olhei novamente para o meu irmão (até este momento eu o tinha visto apenas uma vez), e voltei a pensar: “como você pode resistir sendo tão frágil?”. Naquele momento as circunstâncias do nascimento dele e a sua saúde era um milagre. Hoje o meu irmão tem quatro anos, quase cinco, ele é o anjo que surgiu em minha vida, nasceu para cuidar de mim, sou completamente apaixonado por ele, e a sua luta por permanecer vivo - digamos que foi milagrosa, espero que algum dia ele possa me perdoar pelos maus pensamentos que tive dele. Eu te amo Lorenzo.

Milagre - João 11

"Milagres acontecem diariamente, talvez para mostrar qual caminho realmente devemos seguir."


Estava, porém, enfermo um certo Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta.

E Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento, e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos, cujo irmão Lázaro estava enfermo.

Mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas.

E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela.

Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.

Ouvindo, pois, que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava.

Depois disto, disse aos seus discípulos: Vamos outra vez para a Judéia.

Disseram-lhe os discípulos: Rabi, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e tornas para lá?

Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo;

Mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.

Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono.

Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.

Mas Jesus dizia isto da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono.

Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto;

E folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis; mas vamos ter com ele.

Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos condiscípulos: Vamos nós também, para morrermos com ele.

Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura.

(Ora betânia distava de Jerusalém quase quinze estádios.)

E muitos dos judeus tinham ido consolar a Marta e a Maria, acerca de seu irmão.

Ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou assentada em casa.

Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.

Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar.

Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;

E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?

Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.

E, dito isto, partiu, e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: O Mestre está cá, e chama-te.

Ela, ouvindo isto, levantou-se logo, e foi ter com ele.

(Ainda Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar onde Marta o encontrara.)

Vendo, pois, os judeus, que estavam com ela em casa e a consolavam, que Maria apressadamente se levantara e saíra, seguiram-na, dizendo: Vai ao sepulcro para chorar ali.

Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se.

E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.

Jesus chorou.

Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava.

E alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse?

Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, veio ao sepulcro; e era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ela.

Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias.

Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?

Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido.

Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste.

E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.

E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desatai-o, e deixai-o ir.

Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele.